11/06/09

CORAL, 100 PESSOAS IMITANDO UMA TEMPESTADE ! FANTÁSTICO !!!

VEJA A INTRODUÇÃO APENAS... ELA VALE O VÍDEO.

02/04/09

A Criação do Mundo Segundo o Root

A Criação do Mundo Segundo o Root - Parte 1 - O surgimento do sistema

Capitulo 1 - O Caos
No inicio havia apenas o caos. e não havia superblocks, e todos os inodes estavam espalhados pelos setores, e tudo era devastação. e havia apenas o root sobre a superfície do disco.
e o root resolveu e disse: isso nao pode continuar assim. e o root fez fdisk e eis que surgiram grandes divisões nos setores. e havia setores abaixo e acima dos dados. e aos abaixo dos dados, ele chamou de tabela de partições, e aos acima dos dados ele chamou de freeblocks.
e o root passou a formata-los . e os setores passaram a estar organizados, e haviam grandes superblocks nas águas de profundeza e inodes estavam sobre a superfície do disco. e o root passou a chama-los de filesystem. e o root viu q era bom e gravou a tabela de filesystems no fstab.


Capitulo 2 - O Inicio do sistema
e o root olhou para o filesystem e viu q faltava algo. e o root criou grandes diretórios e pequenos devices. e viu q era bom.

então o root viu o q havia criado, e tudo funcionava perfeitamente. mas faltava algo. e disse: passe a haver vida. e foram criados os processos do kernel e o init.
e eis q era bom, e o root editou o rc.d e instalou a glibc, e veio a haver luz. e o root passou a chamar o que havia criado de sistema.


Capitulo 3 - O surgimento do usuário
então o root passou a tomar dos bytes da memoria e dos dados do urandom, e dele formou o usuário. e ao usuário foi concedido o shell. e o usuário passou a viver. e o root lhe disse: venha a ter em sujeição os diretórios do disco e os bytes da memoria. de todos os recursos podeis utilizar, apenas não toqueis no su. pois deveras vos digo que, no dia em que tocares no su, farei um kill -9 em teu shell e apagar-te-ei do passwd.

e o usuário passou a estar no jardim do /home, e eis que tudo era bonito e perfeito dentro do /home. e o usuário vivia feliz em seu home directory.


Capitulo 4 - A criação da interface gráfica
e o usuário vivia feliz, mas sentia que lhe faltava algo. cada nod possui-a seu device no sistema, mas o usuário nao tinha ninguém para lhe fazer companhia.

e o root passou e extrair uma instrução do shell do usuário, e dela passou a formar a interface grafica. e chamou-a de X. então o root levou a X ate o usuário, e disse-lhes: sede fecundos e tornai-vos muitos, e populai o filesystem, e usai toda a memoria da placa de video.
e o usuario passou a viver com a interface gráfica, e eis que agora ele podia multiplicar seus terminais.


Capitulo 5 - A traição da interface gráfica
e a interface gráfica andava a passear pelo filesystem, quanto eis que vem em sua direção o mais vil de todos os arquivos criados pelo root: o HOWTO-SU. e o HOWTO incitava a curiosidade da interface gráfica. e lhe dizia: eh mesmo assim q o root disse, que não deveis usar o su? pois eis q o root sabe q, no dia que usares o su, positivamente vos tornareis igual a ele. e podereis decidir o q eh bom e o que eh mal, e podereis criar outros usuários, e nods, e formatar os discos. e o HOWTO lhe ensinou a usar o man.

e a interface gráfica foi ate o usuário, e lhe contou estas coisas, e lhe mostrou a manpage. e o usuário então digitou su no seu console, e eis que o # aparece em seu prompt. e ele passou a ver que estavam ambos limitados na memoria, e que tudo podia ser visto pelo /proc, e ambos ficaram envergonhados e se esconderam do utmp.

e o root passou a fazer um who e viu ambos se escondendo. e perguntou-lhes: por q te escondeis? acaso digitastes su em teu console?

e o usuário respondeu-lhe: foi essa interface que me destes. ela passou a me mostrar as manpages e os howtos, e por isso digitei.

e o root passou a ficar encolerizado e amaldiçoou a ambos, dizendo-lhes: vos sois amaldiçoados! deveras te digo que tua senha expirara, e sua entrada no passwd sera apagada. e tu, interface gráfica, estas amaldiçoada. nenhuma placa aceleradora funcionara bem em ti, e sempre terás pouca memoria de video. e eis q vos amaldiçôo a ambos, e eis que vira a haver o inimigo, e dividiras teu espaço em disco com o windows. e ele travara e te dará badblocks e lost inodes, e pelo resto de tua existência terá que conviver com a desgraça, ate q tua senha expire.
e tu, howto-su, maldito estas, e teus HOWTOs estarão sempre incompletos, e estarás rastejando para sempre no tldp.org. e ninguém leras mais tuas manpages, e todos os usuários irão perguntar no irc como faz.

e o root deixou-os, e corrompeu o filesystem e mudou as permissões do /home, para que o usuário não pudesse mais voltar ao jardim do HomeDirectory. e o usuário passou a ter que compilar seus programas, e escrever seus módulos.
e assim se deu.



A Criação do Mundo Segundo o Root - Parte 2 - A Aurora do Usuário

Capitulo 1 - Os primeiros novos usuários
eis que a vida fora do Jardim do HomeDirectory era dificil para o usuario e sua companheira, a interface grafica.

eles so poderiam sobreviver agora com seus proprios esforcos, e o root nao mais instalaria pacotes de binarios precompilados para eles.

e veio o tempo em que o usuario digitou su -c useradd e nasceu o primeiro descendente do usuario, e a interface grafica o chamou de caimd. e veio a haver tambem seu irmao, abelsh. e caimd se tornou um poderoso cacador de no /proc, mas abelsh era um pastor de devices.

e ambos prestavam homenagem ao root, mas apenas abelsh era reverente. caimd era arrogante, e o root nao se agradava de um daemon arrogante.

e eis que desperta a furia de caimd e um profundo odio por seu irmao, abelsh. e ele iludiu seu irmao a ir passear no campo, e fez um killall -9 abelsh.

mas o root observava a tudo, e puniu caimd. o root disse: maldito es, caimd, e toda a tua decendencia. e eu te digo q, por tua maldade, jamais teras controle do console de novo, e seras sempre executado com 1>/dev/null 2>1 &. e assim, caimd foi banido para os background process por todo o uptime do sistema.


Capitulo 2 - A maldade se espalha pelo filesystem
e todos os novos processos seguiam o caminho de caimd, e os badblocks imperavam no filesystem.
havia apenas alguns poucos processos bons em todo o sistema, e entre eles havia kmetusalem, o processo com maior uptime no sistema. mas ainda sim, havia muitos processos q rodavam com setuid 0 e eram muito mais poderosos que os outros, e corrompiam inodes e blocos de swap, e matavam outros processos, ate q o root viu todos os badblocks, e resolveu exteminar aquela geracao de childprocess maus.


Capitulo 3 - O Grande Diluvio do /dev/urandom
o root havia determinado exterminar todos os childprocess, e decidiu enviar um grande flood de numeros randomicos para a stdin de cada processo perverso, mas alguns dos processos mereciam ser salvos em fita DAT.

e ele executou o comando /usr/local/sbin/noe.sh, e noe.sh comecou a construir um grande /dev/mt0, que abrigaria os bons processos durante a colera do root.

e quando o /dev/mt0 ficou pronto, noe.sh foi recolher um casal de cada device, para que eles pudessem repovoar o filesystem quando a colera do root passasse.

ate que chegou o dia, e noe.sh e seus processos entraram no /dev/mt0, e com eles um casal de cada device. entao o root ejetou a fita e enviou o flood do /dev/urandom pra stdin de cada processo, ate que todos eles deram SegFault e morreram em terriveis core dumps.

Capitulo 4 - O renascimento dos usuários
depois do Grande Diluvio do /dev/urandom, o root restaurou o backup de noe.sh e os devices, e o filesystem foi novamente populado. desta vez, o /home estava montado com nosuid, para que os processos setuid 0 nao voltassem a estar no sistema.

e o tempo passou, e o passwd voltou a aumentar. e eles continuaram a se multiplicar, mas no entanto nao se espalhavam.

Capitulo 5 - A Torre de BashBel
e todos os usuarios se concentravam no lugar que ficou conhecido como a Torre de BashBel, pois todos os usuarios queriam estar no bash, e todos os outros shells que o root havia colocado no /bin estavam desprezados. e estes usuarios queria montar um bash tao poderoso que pudessem colocar setuid 0 nele.

e o root disse: isso nao pode continuar assim. e o root rodou um script no passwd, e fez usermod com -s randomico em todos os usuarios, e confundiu seus shells. e nenhum usuario entendia mais os shell scripts dos outros, e houve um grande caos e confusao na Torre de BashBel. e todos os usuarios que usavam o mesmo shell se juntaram em grupos, e cada grupo foi para um lado do / .



A Criação do Mundo Segundo o Root - Parte 3 - O Surgimento da Nação Escolhida

Capitulo 1 - O povo escolhido
E o tempo passou, e todos os processos e usuarios se espalharam pela superficie do /, e todo o filesystem passou a ser populado.

No entanto, entre todos os PIDs, havia um que mostrava especial reverencia para com o root e tratava de modo sagrado todos os binarios setuid. Esse veio a ser Abraod. E o Root se agradava de Abraod, e decidiu fazer um pacto com ele. Assim disse o Root:
“Ha de chegar o dia em que um de teus ChildProcess ha de ser elevado acima de todos os PIDs, e seu poder sera grande. Todos os recursos do ulimit estarao com ele, e sera lhe concedida uma linha no /etc/sudo e todos os joelhos dos processos na memoria e dos usuarios no passwd se dobrarao perante ele.

Eh por meio dele que a perfeicao sera trazida de volta ao filesystem. E quanto a ti, Abraod, doravante sera chamado Abroadcast. E tu te tornara pai de uma grande nacao de users, e havera um GID soh para ti e teus filhos.

Tambem lhe dou como presente estes inodes onde agora habitais, e ha de ser heranca para teus childprocess para todos sempre.” E assim se deu. Abroadcast e sua esposa tiveram um filho, um decendente, e este passou a ser chamado IsACK.

E IsACK tambem passou a constituir familia, e tambem teve um descendente, que foi chamado de Jobcoh. E o numero dos childprocess de Jobcoh atingiu os 12, e o Root se agradava de tais users.
E o Root apareceu em uma visao a Jobcoh fazendo um cat > /dev/tty1, e lhe disse:
“Grande teus filhos serao, e todos os processos serao beneficiados pro meio de teus fork()s. E doravante deveras ser conhecido como Shrael”

Capitulo 2 - Egitosoft
A familia de Shrael cresceu e se multiplicou, e passou a ter muitos netos, e o numeros dos seus era grande. No entanto, Shrael tinha especial predilecao por um de seus filhos: Jose.pl. E isso despertou o ciume e a ira de seus irmaos, e eles resolveram acabar ocm Jose.pl.

Certo dia, quando Jose.pl estava no campo pastoreando os bytes, seus irmaos vieram e o levaram a forca, e o prenderam num chroot.

Voltaram entao a seu pai e lhe disseram: Pai, Jose.pl sofreu um terrivel acidente. Ele estava pastoreando os bytes quando um terrivel urso veio e o atacou, e Jose.pl morreu com um Signal 11…

E Shrael chorou muito por seu filho, ainda preso no chroot… E alguns comerciantes vindos das fronteiras do sistema o acharam e levaram consigo para vender como escravo…

Com as reviravoltas do destino, Jose.pl acabou sendo vendido como escravo na terra de Egitosoft, para o poderoso farao TutanGates.

E Jose.pl mostrou-se homem sabio, e ajudou todos os processos do farao TutanGates a serem debugados. E TutanGates resolveu promover Jose.pl. Ele disse: Ae truta, tu manja bagarai, entaum tu vai tomah conta dos mano ae, valew?

E o Root abencoava Jose.pl como a nenhum outro. E o root avisou Jose.pl de uma grande desgraca por vir…

root@sistema:~# echo “vai haver uma grande abundancia de memoria durante os proximos 7 ciclos, seguido por uma completa escassez de memoria por outros 7 ciclos.” > /proc/jose/fd/1
E Jose.pl avisou ao Farao TutanGates, e este ordenou a Jose.pl que fizesse um grande estoque de memoria para enfrentar os tempos dificeis. E TutanGates continuou a vender seu sistema operacional meia-boca e a estocar memoria. Pois memoria era extremamente necessaria para comportar as telas azuis e dumps de memoria diarios de todo o sistema de EgitoSoft.

E os 7 anos de escassez de memoria vieram. E Shrael e sua familia, que tambem estavam em necessidade, vieram ate Egitosoft para adiquirir memoria. E Jose.pl reconheceu sua familia, e se alegrou com eles e trouxe-os ao egitosoft: mv /home/shrael /home/egitosoft/

E o sistema operacional zuado do Farao TutanGates continou a prosperar sob a supervisao de Jose.pl, e gracas a Jose.pl, sempre houve memoria para os dumps de memoria e telas azuis.


Capitulo 3 - As 10 pragas
E o povo de Shrael cresceu e se multiplicou na terra do EgitoSoft. E as geracoes passaram, e o povo de Shrael acabou se tornando escravo na terra de Egitosoft. E o Farao TutanBill, descendente do Farao TutanGates, escravizou todo o povo e fez com que vivessem em condicoes miseraveis de vida usando Ruindows ME.

Ate que um dia o Root nao pode mais permitir tamanha crueldade, e sucitou um libertados, Mouses. E Mouses mostrava-se sabio e temente ao Root. E o Root disse a Mouses: Va ate o Farao e diga-lhe que deve deixar meu povo partir.

Mas o Farao TutanBill mostrava-se intransigente, e exigia que todos usassem o Ruindows ME, e nao lhes permitiu deixar EgitoSoft. E o Farao fez ainda pior, instalou Internet Exploder 6 e Office 2000 em todos os Ruindows ME e obrigou o povo de Shrael a usa-los.

Ate que o Root nao pode mais suportar tamanha crueldade e disse a Mouses: Va ate o Farao e diga-lhe que, se nao deixar meu povo sair, vai te treta.

Mesmo assim, o Farao TutanBill nao quis colaborar. E o Root comecou a enviar pragas contra EgitoSoft…

E aquela terra foi assolada por um Ping Flood, e seus sistemas travaram. Depois, o root enviou a praga do Nuke na porta 139, e todos os sistemas novamente travaram. Seguiu-se a praga dos Virus de Macro, os ActiveX infectados, e os ataques Unicode, os ataques MSADC, execucao remota no Internet Exploder, as horriveis correntes de email, o worm CodeRed e a mais terrivel de todas as pragas: o Ecachange.

Apos todas estas pragas, o Farao TutanBill decidiu deixar o povo sair de EgitoSoft. E todo o povo de Shrael saiu feliz e contente de EgitoSoft, e o Root mostrava estar com eles.

No entanto, depois de alguns dias de liberdade, o Farao TutanBill voltou atras, e resolveu traze-los de volta a escravidao. E o Farao usou todo seu poderoso exercito de Advogados guerreiros pra processar e destruir todo o povo de Shrael, alem de processos pelo uso de patentes.

Mas o root mostrava-se estar com eles, e os guiou ate um grande mar, o Mar do OpenSource Vermelho.

E o root instruiu Mouses, e Mouses abriu o Mar do OpenSource Vermelho e todo o povo de Shrael passou sao e salvo pelo Mar… Mas quando os Advogados Guerreiros do Farao vieram em seu encalco atravez do Mar do OpenSource Vermelho, o root soltou as aguas, e todo o exercito do Farao TutanBill foi destruido, afogado pelo OpenSource.

E Mouses passou a guiar todo aquele povo de volta ao Sistema Prometido, a Terra que o Root havia jurado dar a eles numa promessa feita a Abroadcast. E todo o povo estava feliz por volta as Terras de POSIX. E todo o povo e os pingaiada gritavam: BOOOOOOOOOA ROOT! WINDOWS SUX!

25/10/08

Tony Andreo Villela, um herói que extinguiu tudo o que tinha de mais valioso em troca da vida de quatro estranhos. Em tempos de decepções com a nossa espécie, são atos de altruísmo como esse, que renovam a nossas esperanças. Continuo com a certeza que os melhores brasileiros do passado e do presente, foram e são anônimos.
Por Alexandre Garcia
Semana passada, o prefeito do Guarujá decretou luto por três dias pela morte de um herói: o surfista Tony Andreo Villela de 32 anos, que havia resgatado quatro pessoas que o mar estava levando e, em troca, ofereceu a vida dele. Cansado, não conseguiu voltar. Os jornais o chamaram justamente de herói.

Foi uma exceção. Amyr Klink atravessou sozinho, remando, o Atlântico Sul, da Namíbia à Bahia, e não caiu sobre ele um só pedacinho de papel picado na Avenida Rio Branco ou na Paulista. Se ele fosse americano, teria recepção de herói, com parada na Quinta Avenida. Os americanos cultivam seus heróis; eles levantam o orgulho do país, ajudam a manter o pratriotismo. Além disso, os heróis são exemplos.

Aqui no Brasil, sem querer ou por ignorância, fazemos de Fernandinho Beira-Mar um herói para os meninos da periferia. Quando a mocóila repórter se coloca na frente do prédio da Justiça do Rio e anuncia que há um juiz esperando há duas horas por Fernandinho Beira-Mar, que vai chegar de avião especial do presídio de Catanduva, está dizendo aos meninos do morro que esse é um homem importante, que faz um juiz esperar, que tem um avião à sua disposição. E os meninos passam a sonhar em ser, um dia, como o Beira-Mar. Aliás isso é apenas repetição do que já aconteceu com o Pareja, o Boca-Mole e outros tantos da mesma laia.

Quando acontece o contrário, é um deus-nos-acuda. Semana passada, em Brasília, o policial civil Rodrigo Botelho ia depositar R$ 2 mil numa agência bancária, quando foi atacado por três assaltantes armados. Teve que entregar a bolsa.

Quando eles iam sair, de moto, no outro lado da rua, ele se identificou e deu-lhes voz de prisão. Os bandidos sacaram as armas e o policial atirou. Matou dois e imobilizou o terceiro com tiros que quebraram os dois braços do bandido. Quando lembrei que se fosse nos Estados Unidos o governador chamaria o herói para pregar-lhe uma medalha no peito, meus colegas só faltaram me linchar. Aqui, ao contrário dos Estados Unidos, parece que torcemos pelo lado errado, pelo mesmo motivo pelo qual não cultivamos heróis.

Há menos de um mês, um condenado por assalto, foragido do presídio, assaltou uma farmácia no Distrito Federal e manteve a balconista com um revólver na cabeça por cinco horas. Finalmente, quando ele disse a ela ‘agora eu vou te matar’, ouviu-se um tiro e o bandido caiu no chão, morto. Na ocasião, eu disse que o episódio tivera um ‘final feliz’. Afinal, a mocinha fora salva o bandido, morto e a lei triunfara. Mas a patrulha do politicamente correto rosnou furiosa, porque havia morrido um ser humano.

Uma professora me abordou para perguntar por que eu chamava o rapaz de criminoso. Expliquei que havia dois motivos: ele já fora condenado por crime e era foragido; e estava em plena prática do crime.

Aí ela argumentou que sendo católica, não poderia admitir que matassem uma pessoa. Perguntei a ela para onde imaginava que o bandido fora depois da morte - se para o céu ou para o inferno. E ela não quis mais conversa. Foi ensinar direitos humanos dos bandidos a seus alunos. E as vítimas que se danem, embora sendo maioria.

Como uma cena simples se torna eterna.

Como uma cena simples se torna eterna.

No filme : Amargo Pesadelo (Deliverance) , ocorre esta cena inesquecível que ficou conhecida como 'Duelo de Banjo' apesar de um deles tocar um violão....... O homem com o violão desafia um menino mudo e limítrofe, com um banjo, e é incrível este duelo!

Sinopse : Filme de 1972 - Diretor : John Boorman - com ( John Voight e Burt Reynods). Sinopse: O Rio Chatooga nos montes Apalaches vai ser represado e com isso um lindo vale será destruído. Como última aventura, quatro amigos: Lewis Medlock (Burt Reynolds), Ed Gentry (Jon Voight), Drew Ballinger (Ronny Cox), Bobby Trippe (Ned Beatty), homens extremamente urbanos resolvem fazer uma última aventura descendo as corredeiras do rio, em busca de adrenalina, emoção e maior contato com a natureza. Essa aventura começa a se complicar quando dois desses amigos tomam a dianteira no rio, distanciando-se dos outros. Uma série de ameaças as suas vidas estão aparecendo... difícil vai ser escapar delas...

Canadá recebe seus heróis com 160km de pessoas. Que aula...


Canadá recebe seus heróis com 160km de pessoas. Que aula...


Não só militares mas todo o povo estava lá
Canadenses dão aula gigantesca de civismo e patriotismo ao receber seus soldados mortos no Afeganistão, com 160km de pessoas pelas ruas do país.

Por Luiz Mergulhão
O Brasil jamais tratou bem seus heróis em tempo algum. Tratou mal Caxias que não só pacificou e manteve a atual integridade nacional quando os demais países de língua espanhola se repartiram em dezenas de nações. Caxias acabou falecendo em função de malária e outros males das intensas e cansativas viagens no século XIX.


Não tratou bem muitos outros heróis da Guerra do Paraguai e Osório foi uma exceção já que era quase um mito para a população de norte a sul.

 

A chegada do avião

 

 

Na segunda guerra deixamos enterrados na Itália e depois transladados para o Monumento dos Mortos no aterro do Flamengo, milhares. E mesmo os que votaram foram ignorados pelo povo e até pelo governo como o nosso Major Apollo(Brasileiro mais condecorado da segunda guerra.). Em seu enterro em janeiro de 1999, havia um representante (Adido Naval) do governo americano, pois ele possuía duas medalhas daquele país e nenhum do nosso governo do qual ele possuía todas as quatro medalhas de guerra.

 

 

Abertura do compartimento de cargas

 

Mas as fotos que vemos aqui são do Canadá e nem fazem referência ao Brasil e sim à França onde na ocasião, 14 soldados franceses foram mortos no Afeganistão e os franceses nada fizeram enquanto os canadenses, em todo o trajeto do aeroporto na base militar de Trenton até Toronto, 160 km distante, todos se postaram em respeitosa continência...

 

Surge o primeiro ataúde coberto com a bandeira canadense

 

As fotos valem mais do que mil palavras, logo...

 

O ataude é carregado pelos militares até o carro funerário
.
Segue o cortejo fúnebre e recebe continência de milhares pelo caminho
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Não só militares mas todo o povo estava lá
.
Os bombeiros páram e saltam para saudar seus heróis
.
A posição respeitosa dos bombeiros que lá, são civis
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Polícia Rodoviária (saltam e saúdam)
.
No trajeto de Trenton a Toronto há 50 pontes...
.
Em todas as pontes...

 

Todos querem render sua última homenagem aos que tombaram pela pátria
.
Todos páram respeitosamente...
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Multidões intermináveis
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Todos estavam lá...
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Sem palavras
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O último adeus
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Exemplos de patriotismo, civismo e, principalmente, respeito
.
Uma família...
.
E no cortejo, os familiares a tudo assistiam comovidos e confortados
.
160 km de silenciosa manifestação

 

Já se aproximando de Toronto
.
Mais e mais...
.
A polícia metropolitana
.
Anoitecia quando chegaram nas imediações de Toronto
.
As pessoas paravam nas ruas de Toronto...
.
O fim da jornada e a última morada dos soldados tombados no Afeganistão

 

Nós não temos guerras mas temos milhares de soldados brasileiros em missões da ONU como no Haiti. 

 

E amanhã. O que fará você quando um dos nossos chegar morto por ter servido à pátria?.

 

 

 

Fonte:
http://www.sangueverdeoliva.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=393&Itemid=36

 

02/06/08

Procura-se uma BARLAND


O Museu Brasileiro do Surf, com suas mais de 400 boards raras, estah em busca de uma simples seda ou adesivo da logomarca BARLAND, antiga prancha FRANCESA que estah sendo restaurada.

Quem tiver ou conseguir uma terah seu nome escrito no livro de honra da casa.


SUPERFROG eh o nome de outra marca antiquissima de surfboard francesa... se alguem souber de alguma pelo Brasil(nunca ninguem viu), o museu aceita doacoes ou pode ateh comprar...



O site do Museu estah em construcao: http://www.brazilliansurfmuseum.com/

E o meu teclaod estahhh sem acentos

21/02/08

Crônica do Millôr Fernandes sobre o “Uso correto do palavrão”

São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não!” o substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o-pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cu!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cu!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cu!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala.

Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”.

O direito ao “foda-se!” devia estar na constituição Federal.

Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.